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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
NOTÍCIAS
26-08-2008 | 11:09
Produção na Baixada Cuiabana
 Indústrias estão indo para outros lugares do estado e não para Cuiabá e Várzea Grande, entre outros motivos, porque não se tem uma produção adequada no entorno dessas cidades que abastece certos setores industriais.

 

Mandaram-me uns dados interessantes sobre a produção nesta região. É tudo de gente da iniciativa privada. Até agora não há nada que tenha vindo do governo.

 

Os dados mostram que o frete aqui é mais barato do que produzir no Nortão. Também é mais barato receber os insumos agrícolas. O preço da terra na região estaria entre 1.500 a 5.000 mil reais por hectare. O preço é o de hoje, no momento que se criar aqui um clima de venda de terras o preço vai subir.

 

Falam que a terra regional é fértil. Que não existe terra absolutamente ruim. Estudos mostrariam que tipo de adubagem necessitaria a terra. Um estudo que pode ser feito pela Embrapa, Fundação MT ou até mesmo pela UFMT.

 

Outro dado sobre a terra é que ela não está no bioma amazônico. Lugar que hoje tem o agudo olhar nacional e mundial para se produzir. Chamo atenção, no entanto, para a questão ambiental numa região que circunda o rio Cuiabá. Deve-se ter cuidado especial.

 

A Baixada tem também calcário por perto, insumo que poderá ser utilizado para a produção agrícola. Uma produção que não será tão extensiva como a da soja. Não há campo para isso. Seriam bens que ajudassem no alimento do gado confinado, aves e suíno.

 

Também acham que as terras da Baixada são mais fáceis de serem trabalhadas, já estão abertas. Estariam, em tese, fora dos novos rigores dos órgãos ambientais de que não se pode derrubar além de limites estabelecidos. Já fizeram isso mais de século atrás.

 

As terras da Baixada teriam ainda mais facilidades de créditos. Outros créditos poderiam até ser criados para ajudar no desenvolvimento desta região.

 

A reposição de peças para as máquinas seria mais em conta do que em lugares mais distantes. Também se teria a facilidade de se estar perto dos órgãos que estão envolvidos na questão da terra, como Incra, Sema, Ibama, Famato, Seder e georreferenciamentos.

 

Um dado que chama a atenção na avaliação desse pessoal é que o regime de chuvas aqui seria mais apropriado que, por exemplo, no Nortão. Lá há chuva em demasia que atrapalha a colheita ou o plantio. Que aqui se tem menos chuva e é mais bem distribuída.

 

E, por fim, o que de fato interessa: levando em conta os dados aí de cima seria possível um ganho de cinco reais por saca produzida. Um ganho muito bom, na verdade.

 

Seria interessante que o governo entrasse nessa discussão. Em MT, no geral, um assunto não é levado em consideração se for levantado por grupos ou pessoas de fora de um governo. Só vai em frente se o assunto for criação do governo do momento.

 

Uma besteira antiga que merecia ser revista pela importância desse tema para uma empobrecida região. Seria interessante ainda que assunto como este fosse discutido agora na eleição para prefeitos de toda a Baixada. Reconheço que é pedir demais.

 

Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta às terças, quintas e aos domingos. E-mail: pox@terra.com.br; site: www.alfredomenezes. com

 

Fonte: Gazeta Digital


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