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Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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06-07-2017 | 12:00
Pesquisa revela baixo estoque de imóveis e tendência de recuperação com lançamentos
O Censo Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande também mostra que há menos casas, terrenos e lotes (em condomínio) disponíveis para venda do que apartamentos nas duas cidades.

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT

O Censo Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande, relativo ao primeiro trimestre de 2017, mostra que as duas cidades possuem 4.155 imóveis disponíveis para venda, distribuídos em 134 empreendimentos, o que representa 14% da oferta inicial de 29.585 unidades lançadas, divididos entre imóveis residenciais - verticais (apartamentos) e horizontais (casas em condomínio, lotes e terrenos) -, bem como imóveis comerciais. O levantamento também mostra que há menos imóveis residenciais horizontais disponíveis para venda do que apartamentos, tanto em Cuiabá como em Várzea Grande. Por outro lado, com três empreendimentos,  o número de lançamentos imobiliários até maio de 2017, já se igualou em quantidade ao ano de 2016, um indicativo de otimismo e da recuperação da economia no mercado imobiliário.

Os dados do censo foram apresentados nesta quarta-feira (5) pela manhã, a empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), no auditório da entidade. O consultor Guilherme Werner, da BRAIN Boureau de Inteligência Corporativa,  fez a exposição dos dados, que analisou categoria de imóveis, padrão, tamanho, faixa, preço, tipologia, oferta, velocidade de venda dos empreendimentos, assim como fez o comparativo entre oferta lançada e final de unidades. É a segunda edição da pesquisa contratada pelo Sinduscon-MT, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A análise da concorrência mostra que atualmente há em Cuiabá 2.562 apartamentos para venda, o correspondente a 19,6% da oferta inicial de 13.056 unidades.  Em Várzea Grande, são 378 apartamentos disponíveis, o correspondente a 12,3% da oferta inicial de 3.074 unidades. No setor casas, terrenos e lotes em condomínio, na capital, a oferta é bem menor: são 576 unidades, o correspondente a apenas 6,2% das 9.267 unidades ofertadas lançadas. E na vizinha Várzea Grande, a oferta se imóveis horizontais mantém-se na média de 14%, dispondo de 786 unidades das 5.650 unidades lançadas.

“Temos uma perspectiva de redução de 25% a 30% desse estoque de imóveis revelado pela pesquisa. Em função do cenário político e socioeconômico do país, acredito que vai melhorar a velocidade de venda desses imóveis. Entendemos que cada empresa tem um perfil de atuação, mas o que a gente percebe que há uma tendência de intensificação no mercado do horizontal. O mercado mostra que não tem estoque no residencial horizontal, porque 6% não é praticamente nada. Por isso, a pesquisa é importante, para mostrar aos incorporadores um diagnóstico do setor e qual caminho seguir. Às vezes, o construtor não conhece direito o mercado que ele atua. Numa análise de mercado, as informações são gatilho que ele precisa para compreender as necessidades do público consumidor e fazer uma escolha mais assertiva”, analisa o empresário Paulo Bresser, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-MT.

O consultor da BRAIN acredita que o mercado imobiliário na Grande Cuiabá vive uma situação mais confortável em relação a outros centros urbanos do país. “Se compararmos a região pesquisada com outros mercados, percebemos que a Grande Cuiabá sofreu menos com a conjuntura política e socioeconômica do país em relação a outros grandes centros e outras cidades. É uma região que vive do agronegócio e que, talvez por isso, tenha apresentado uma performance melhor. Existe uma disponibilidade sadia entre estoque e oferta. Vimos que daqui pra frente vai se manter mais sadia ainda com um menor número de lançamento.  A pesquisa mostra que o número de lançamentos caiu, mas o consumo do estoque continua acontecendo, diferente do restante do país”, destaca.

De acordo com Guilherme Werner, a indústria da construção já passou pelo seu período mais crítico na economia brasileira. “A gente analisa dados de mais de 20 capitais do país e percebe que o período mais crítico já passou. O que vai ocorrer é que a retomada do crescimento será aos poucos, uma recuperação mais lenta. Nada que lembre o boom imobiliário tão aflorado como o registrado no país entre 2012 e 2014. Nossa percepção é que essa retomada será mais lenta, conservadora, mas com resultados mais eficazes nos próximos anos”, destaca.

O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-MT reforça que a grande contribuição da pesquisa é fomentar o Sinduscon/MT e seus empresários com informações sobre o mercado imobiliário para que eles possam tomar decisões mais assertivas com dados capazes de balizar com sensatez futuros lançamentos imobiliários.  “Percebemos que o empresário está mais criterioso nos lançamentos, estudando mais que caminho seguir. A pesquisa vem pra fazer isso, trazer exatidão na escolha do investimento no futuro empreendimento imobiliário, mais perto do que público consumidor espera e necessita”, completa.

Demanda permanente

O consultor da Brain revela também que ainda que a situação política e socioeconômica do país possa postergar a compra de imóvel para moradia ou investimento, a demanda pela casa própria sempre vai existir. “As pessoas vão deixar a casa dos pais a caminho de uma independência, vão continuar casando, vão continuar tendo filhos, vão precisar comprar mais um carro e vão precisar de uma segunda vaga de garagem.  Essa demanda é natural e recorrente, sempre vai existir. A pesquisa serve para ajustar a balizar produtos que atendam as necessidades do público-alvo”, complementa.

Um estoque de até 30% de imóveis para venda é considerado saudável. Todas as categorias de imóveis do censo imobiliário apresentaram um estoque inferior a 19,6%, que foi o observado no vertical residencial em Cuiabá, seguido do comercial na capital, com 13,3%.

O presidente do Sinduscon-MT, Julio Flávio Campos de Miranda, defendeu uma abordagem mais agressiva nas ações de vendas e comparou o 13º Feirão Caixa da Casa Própria, ocorrido no fim do mês de junho, como uma iniciativa  importante para oferecer condições especiais para quem quer comprar um imóvel. “Com a realização desse evento, tivemos a confirmação de que o público aprecia as oportunidades dos feirões, porque ele sabe que na rotina ele não encontrará descontos e condições especiais tão atraentes para a compra do imóvel como nessas ocasiões”, reforça.

A pesquisa contratada pelo Sinduscon-MT segue a metodologia adotada pela CBIC, parte de uma pesquisa nacional. A BRAIN, empresa com sede em Curitiba (PR), é especializada em pesquisa de mercado imobiliário. Ela realiza censos de mercado para vários Sinduscon's e entidades do setor há mais de 13 anos, dispondo de expertise em estudos e pesquisas imobiliárias.

O presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi/MT), Marco Pessoz, também prestigiou a apresentação do Censo Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande. A pesquisa completa é um produto do Sinduscon-MT para os seus associados em situação regular junto à entidade.

 

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT
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