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Sábado, 20 de Julho de 2019
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06-07-2010 | 12:00
Indústria prioriza investimentos
A produção industrial que em abril havia acusado um declínio de 0,8%, segundo dados, com ajuste sazonal ficou estável em maio. Não é surpresa nem deve ser visto como sinal de estagnação da economia.

A produção industrial que em abril havia acusado um declínio de 0,8%, segundo dados, com ajuste sazonal ficou estável em maio. Não é surpresa nem deve ser visto como sinal de estagnação da economia. Apenas reflete a suspensão dos incentivos fiscais que permitiram aumentar as vendas, além de uma elevação das importações.

O que soa mais importante é que 16 setores apresentaram crescimento e apenas 11, um recuo. Entre os mais dinâmicos estão os setores de material eletrônico e equipamentos de comunicações (6,1%) e de equipamentos para informática (5,7%). Além do mais, o índice de difusão da produção ficou em 75,8% em maio, ante 72,1% no mês anterior. Por categorias de bens se destacam o setor de bens de capital, com 1,2%, e o de bens de consumo duráveis, com 0,1%.

O crescimento do setor de bens de capital merece atenção, pois significa que a indústria aposta num aumento da demanda. É importante notar que, para os cinco primeiros meses do ano, esse setor apresentou crescimento de 30,6% e, em relação ao mesmo mês de 2009, aumentou 38,5%. Não é apenas a produção nacional de bens de capital que está crescendo, mas também as importações (21,5%) nos cinco primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2009. A Confederação Nacional da Indústria estima que os investimentos poderão aumentar 24,5% e que a taxa de investimento chegará a 19,4% do PIB neste ano.

A produção de bens de capital pode se destinar a setores diferentes. Em maio, o crescimento dos bens de capital para fins industriais apresentou crescimento de 33,6%, em relação a igual mês do ano anterior; para a agricultura, de 5,5%; para a construção civil, de 154,6%; e para o transporte, de 34,1%; ao mesmo tempo que se verifica um recuo de 0,8% para o setor elétrico.

Essa distribuição dos bens de capital por destino nos dá uma visão clara da evolução da economia nacional com o boom imobiliário. A indústria não investiria se não apostasse na continuidade da demanda doméstica, que ainda deverá ser reforçada com todas as bondades aprovadas pelo Congresso.

Tem-se de observar que a produção industrial não parece ter sido muito afetada pelo aumento da taxa Selic, que normalmente se traduz por uma elevação das taxas de juros praticadas pelos bancos. Para isso, a explicação é muito simples: a indústria depende cada vez mais dos empréstimos do BNDES, que não são afetados pela política monetária do Banco Central. (Fonte: O Estado de São Paulo)

 

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