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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
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17-04-2010 | 11:47
Curso de Formação continuada empolga participantes
Em outubro deste ano forma-se a primeira turma do FIC, Formação Inicial Continuada, uma iniciativa voltada para a qualificação da mão de obra da indústria da construção

Em outubro deste ano forma-se a primeira turma do FIC, Formação Inicial Continuada, uma iniciativa voltada para a qualificação da mão de obra da indústria da construção. São 19 alunos. O Sinduscon é parceiro dessa ação que surgiu em Cuiabá, em 2008, através de projeto piloto, e que hoje já foi aplicada em praticamente todos os estados brasileiros.
 O FIC se desenvolve basicamente envolvendo o Ministério da Educação e os Institutos Federais de Educação de cada estado, envolvendo também aoutras parcerias.

Em Mato Grosso, o IFMT - Instituto Federal de Educação de Mato Grosso foi o berço da ideia, que foi levada ao Ministério da Educação, onde obteve aprovação. "A proposta surgiu de uma conversa informal sobre a necessidade da qualificação", relembra José Luiz Leite, coordenador do FIC.

Indagar se deu certo ou não, nem chega a ser necessário, já que serviu de modelo para uma iniciativa que depois se espalhou pelo Brasil. Passados perto de dois anos do começo do curso, o Sinduscon foi conferir como estão os alunos e os professores do curso. Juntamente com o sindicato dos trabalhadores da Construção Civil - Sintracon, o Sinduscon indicou trabalhadores para participar da iniciativa. Uma das estratégias utilizadas para o desenvolvimento do proejto é a integração das diversas áreas que atuam na construção civil. A palavra que melhor define a situação desse grupo é empolgação. O FIC é oferecido aos trabalhadores da construção civil que não fizeram o ensino médio (5ª à 8ª série). Tem entre seus objetivos a ampliação da escolaridade desse público, formar esses profissionais em nível de operação, melhorar a qualidade das obras, incrementar a articulação social desses estudantes, reduzir o número de acidentes e doenças e contribuir para o desenvolvimento local e regional, entre outros obejtivos.

"Quando eu comecei, era ajudante de pedreiro e hoje já sou um profissional de hidráulica", registra José Rodrigues Filho, um dos alunos do FIC. E destaca que está adquirindo conhecimento em todas as áreas da construção civil e ampliando seus horizontes profissionais. Rodrigues salienta que sua vida mudou muito, graças ao curso. Adquiriu o hábito de ler, de tentar compreender mais o mundo que o cerca, sabe escrever e organizar suas ideias, enfim, tornou-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres. "Valeu a pena o sacrífício", diz ele.

O curso se desenvolve no período noturno de segunda a sexta-feira das 18 às 21 horas. Aos sábados acontece no período vespertino. Cada trabalhador recebe uma bolsa auxílio de cem reais destinada à alimentação.

O operador de guincho Fernando Ferreira é outro estudante que não esconde a satisfação por estar inserido no projeto. "Quem trabalha na construção civil, geralmente, não tem reconhecimento nenhum e chega a ser até descriminado. Este curso é uma oportunidade para melhorar nossas vidas", explica Ferreira. E ressalta que está adquirindo muito conhecimento e já passou a entender o mundo de outra forma. Diz que seus colegas sempre o cercam com perguntas sobre o curso, querendo saber o que se passa e o que está acontecendo. Pergunto-lhe se ele sabia que o IFMT é a melhor escola pública de Mato Grosso. "Eu sei disso..." Ele interrompe a resposta, pensa rápido e prossegue com os olhos brilhando: "Jamais imaginei um dia ter a chance de estudar aqui", prossegue e depois arremata: "Meu salário mudou... Já ganho mais e nunca mais serei aquele profissional acomodado que não se preocupa em melhorar, em progredir".

Entre os professores também há muita satisfação por estar participando de um projeto. "A preocupação foi inserir professores que demonstrassem interesse pelo FIC", diz José Leite, coordenador do curso. O FIC se desenvolve por meio de módulos. Os alunos vão adquirindo conhecimento em torno de disciplinas técnicas como alvenaria, energia elétrica, águas (potável, pluviais, esgoto, quente, fria e gelada); assim como, de disciplinas mais abrangentes como educação ambiental, matemática e seus códigos, linguagens e seus códigos.

Quinta-feira passada (15/04), dia em que a equipe do Sinduscon visitou o FIC, pode constatar a felicidade de pelo menos dois professores estariam em sala de aula nessa data. Lenildo Solano e Zuleica Arruda. "Tenho 36 anos de sala de aula e só não me aposentei pelo prazer de trabalhar num proejto como este", destaca Lenildo.

Assessoria de Imprensa do Sinduscon
Lorenzo Falcão
Telefone 9245 1472

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