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Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
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04-09-2012 | 09:06
Construção se retrai

 O setor de construção, um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2012. Em relação ao mesmo período de 2011, avançou 1,5%. Essa retração entre abril e junho surpreendeu os empresários do setor, de acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. "Esperávamos um crescimento pequeno", comentou.



 

O setor de construção, um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2012. Em relação ao mesmo período de 2011, avançou 1,5%. Essa retração entre abril e junho surpreendeu os empresários do setor, de acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. "Esperávamos um crescimento pequeno", comentou.

 

Na avaliação de Simão, a queda do segundo trimestre é resultado da desaceleração dos investimentos. Muitas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estão atrasadas e isso se reflete na queda no nível dos investimentos, explicou. Ele reconheceu que outro fator preocupante para o setor é o aumento do endividamento das famílias. Isso tem contribuído para queda nas vendas.

 

Apesar de os juros terem caído, a inadimplência tem crescido e os bancos estão mais rigorosos para conceder crédito, o que também afugenta o consumidor, comentou. O presidente da CBIC destacou ainda que uma das prioridades do PAC, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), teve queda nos investimentos no segundo trimestre devido às mudanças nas regras contratuais que foram concluídas esta semana.

 

Esse programa voltado às classes de renda mais baixa tem um peso expressivo para o crescimento do setor como um todo, destacou Simão. Segundo ele, o ramo imobiliário responde por 40% do faturamento de construção e o MCMV representa cerca de 50% desse segmento. Além dos atrasos, os entraves burocráticos para a obtenção de licenças são outro fator prejudicial, segundo Eduardo Aroeira, sócio-diretor da construtora Apex Engenharia.

 

Somente em Brasília temos dois milhões de metros quadrados de obras paradas aguardando licenças, afirmou. Ele contou que, para 2013, prevê uma redução de quase 50% no ritmo dos lançamentos imobiliários. O momento não está tão bom como há dois anos para, analisou. E a tendência é que o quadro piore. Os empréstimos para aquisição e construção de imóveis estão em queda. Atingiram R$ 6,45 bilhões em julho, volume 3% menor do que o registrado no mesmo período de 2011, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

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