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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
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16-09-2013 | 16:10
Construção civil: segmento não repete 2012
Oferta de novas vagas é 30% inferior ao saldo acumulado ano passado. Nem a Copa mudou cenário

A oferta de empregos na construção civil não deslanchou no Estado em 2013. Mesmo em pleno auge do período de estiagem e com a aceleração de cronograma das obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, a oferta de novas vagas encerrou os primeiros sete meses do ano quase 30% abaixo do registrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego – via Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – em igual período de 2012. Para o segmento, o que está sendo observado neste ano é uma acomodação natural do mercado, depois de um ano atípico como o vivido no ano passado.

Conforme dados elaborados pelo Diário, por meio dos levantamentos mensais do Caged, de janeiro a julho deste ano foram criadas 7.093 novas vagas de empregos formais no Estado. Este saldo é resultado de uma movimentação de 38.727 admissões e 31.634 demissões. Em igual intervalo do ano passado, a criação de novas vagas somou 10.078, de um total de 36.152 contratações e 26.074 desligamentos, o que gera recuo anual de 29,61%.

Na comparação de todos os meses de 2013 com seus respectivos pares de 2012, somente o saldo de janeiro e junho superou o realizado no ano anterior, em 85,87% e 9,79%, respectivamente. Fevereiro e março na comparação anual fecharam negativos, ou seja, eliminaram vagas, -304 e -303. Abril, maio e julho, fecharam ofertando novas vagas, mas em volume abaixo do que o Caged registrou em 2012.

Para o presidente licenciado do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira, alguns fatores explicam o resultado até julho. Ele aponta que as obras da Copa têm duas peculiaridades, a primeira é que não impacta o resultado do Estado porque se concentram em Cuiabá e Várzea Grande e outra é que por serem projetos estruturantes utilizam de muito maquinário. Sobre a empregabilidade no setor, ele frisa que 2013 está sendo um ano de acomodação.

Tivemos um 2012 quase que atípico, muitas obras lançadas e todo o segmento correndo ao mesmo tempo e para o mesmo lugar. Havia uma demanda represada por imóveis residenciais, que foi ainda mais explicitada com o Minha Casa, Minha Vida”.

Questionado, ele não avalia o atual momento como um reflexo de possível retração no segmento. “Se pegarmos o acumulado de 2011, por exemplo, veremos que seguimos gerando vagas”, exclama. Conforme o Caged, no período citado por Siqueira, os sete primeiros meses de 2011 a criação de novas frentes somou 4.860. O saldo de 2013 é quase 46% maior.

Outro fator que pode estar influenciado na oferta reduzida de vagas é a falta de qualificação da mão de obra. “Muitas vagas não são preenchidas e quando qualificamos um trabalhador não demora muito para ele ir para outra empresa. A rotatividade é muito grande”.

COPA – Conforme a Secopa/MT, o pico das obras de mobilidades será atingido no final do ano. Hoje o maior contingente está empregado na Arena Pantanal, 1.600 trabalhadores e mais 200 serão contratados. A expectativa é de as obras empreguem de 5 mil a 5.500 pessoas. (Marianna Peres, Diário de Cuiabá)

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