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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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19-05-2016 | 12:15
Interventor da CAB Cuiabá esclarece linha de atuação ao Sinduscon-MT
Dirigentes do Sinduscon/MT e empresários da construção civil foram recebidos pelo engenheiro civil Marcelo Oliveira durante reunião nesta quarta-feira (18)

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT

A venda da CAB Cuiabá é a única forma de tirar a empresa da situação em que se encontra para que a Capital vislumbre receber investimentos em saneamento básico. Esse foi o entendimento de uma reunião ocorrida nesta quarta-feira (18) à tarde entre o interventor da CAB Cuiabá, o engenheiro civil Marcelo Oliveira, a Diretoria Executiva do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT) e do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci/MT), além de empresários do segmento e corretores de imóveis. Representantes de nove empresas da indústria da construção participaram do encontro.

O grupo liderado pelo empresário Julio Flávio Campos de Miranda, presidente do Sinduscon-MT, foi recebido pelo interventor na sede da empresa, no bairro Carumbé.  “Há mais de três anos a cadeia produtiva da construção sofre as consequências da atuação da CAB Cuiabá, que deixou de investir na cidade e de fomentar a ligação de água e esgoto a novos empreendimentos imobiliários. O Sinduscon-MT alertou a sociedade cuiabana, gestores e dirigentes sobre o preço que pagaríamos quando a concessionária queria ratear os custos dos investimentos com os empresários sem investir um tostão do próprio bolso”, comentou.

O empresário Frederico Xavier, vice-presidente da Comissão de Relações Trabalhistas do Sinduscon-MT,  declarou durante a reunião que as DPAs e DPEs - Declaração de Possibilidade Abastecimento de Água e de Esgoto, respectivamente - são o “calcanhar de Aquiles” do segmento.  “A situação piorou de uma tal forma que paralisou empreendimentos e inviabilizou investimentos na cidade”, ressaltou.

Marcelo Oliveira esclareceu que como interventor só tem autorização para mexer com folha de pagamento, pois tudo depende da direção da empresa. E relatou que somente em 2015 a empresa gastou o correspondente a R$ 3 milhões com salários de diretores. E que salário de três deles naquele ano consumiram mais de R$ 1 milhão. O interventor disse que a situação não é fácil, mas pediu que os empresários e as entidades mantenham o otimismo e o trabalho.

“Os problemas da empresa são sérios. A única coisa que eu posso garantir  é a boa vontade de resolver tudo e de trabalhar bastante. Estamos atuando muito forte no combate aos vazamentos e às perdas. A gente não pode continuar com uma perda desse tamanho.  Hoje, para cada dez litros de água produzidos, mais de seis litros são jogados fora. É inadmissível continuar com uma empresa administrando uma cidade do porte de Cuiabá, jogando fora 60% do que produz. Esse é o maior combate que nós temos que fazer para viabilizar água para a população e para os novos empreendimentos na cidade”, destacou.

O interventor também contou que o combate ao furto de água, os chamados “gatos” – bem como outros tipos de fraudes  -também estão na rotina da empresa neste momento de intervenção. Outra linha de atenção é a cobrança dos inadimplentes. “Estamos indo atrás dos inadimplentes, aquelas pessoas que devem a empresa para que ela, por sua vez, tenha seu capital de volta e passe a investir na cidade. As lições de casa nós vamos ter que fazer para que a empresa melhore o atendimento à população de Cuiabá e também às empresas”, enfatizou.

O interventor ainda esclareceu ao grupo pontos de sua atuação desde o momento em que o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) assinou o decreto da intervenção, em 5 de maio. De acordo com ele, o trabalho maior da intervenção é auditar todas as contas da empresa. Contudo, a dúvida do interventor neste momento é: onde foram investidos os R$ 500 milhões alegados pela CAB Cuiabá?

“A CAB divulgou um comunicado dizendo que gastou R$ 500 milhões no sistema de Cuiabá. Gostaríamos imensamente que eles pudessem destrinchar aonde foram gastos esses R$ 500 milhões, porque R$ 500 milhões é muito dinheiro, mas é muito dinheiro mesmo. Dava pra resolver o problema da universalização de água e combater as perdas. O PAC que nós perdemos por causa da concessão era de R$ 400 milhões. Com esse valor deixava 70% da população de Cuiabá com esgoto e 100% com água. Com R$ 500 milhões dava pra deixar bem mais”, comparou.

Durante a reunião, o empresário Heitor Ribeiro Teixeira ratificou o interesse do grupo do qual representa em continuar investindo na cidade, um voto de confiança no futuro do saneamento básico na cidade, uma vez que a empresa tem um projeto grande para Cuiabá para a próxima década. “Os empresários que atuam em Cuiabá, nem todos são de Mato Grosso, escolheram a cidade para investir, constituir empresa e construir uma história. Cuiabá foi escolhida para isso. Viemos para contribuir e viver aqui. Então nosso interesse é que a situação tenha uma solução para que continuemos acreditando que é uma cidade boa para se viver e investir”, concluiu. 

Participaram do encontro os engenheiros do Sinduscon/MT, Sheila Marcon e Jonathan Sopel. Da CAB Cuiabá ainda participaram o gerente geral Cassiano Costa e o engenheiro  Paulo Mário Cardoso, coordenador de Planejamento.

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT
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