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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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16-09-2015 | 11:58
Pacote revolta setor produtivo em MT
Representantes dos setores industrial e comercial temem que a crise amplie a força diante da volta da CPMF e de mais cortes na economia

Setores produtivos de Mato Grosso reagiram às medidas anunciadas pelo governo federal, como a proposta para reativar a cobrança da CPMF, nesta segunda-feira (14). Críticas de principais líderes de diversos setores produtivos são acompanhadas da promessa de resistência contra o governo. Diante do pessismismo acumulado no mercado financeiro desde janeiro deste ano, que vem sendo agravado com perdas de emprego, aumento da inflação e falta de investimentos, a projeção é que o enário piore nos próximos meses. 

O impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT) são as soluções apontadas para o impasse político e econômico que desequilibra a nação. As medidas propostas pelo governo foram anunciadas pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, em Brasília (DF). A intenção é reduzir os gastos públicos e aumentar a receita em prol de viabilizar o superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem. O Orçamento de 2016 terá corte de R$ 26 bilhões ao todo, o governo anunciou nove medidas para a redução de despesas e o aumento de receitas.

O presidente do Sistema da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, avalia como absurdas as tenttivas que o governo federal tem tentado fazer para reverter os rombos nas contas públicas. "Depois de vermos tantos escândalos de corrupção e de muita gente envolvida ligada ao governo federal, percebemos uma situação de falta de governabilidade". Milan diz que as medidas vão provocar a queda da competitividade no mercado internacional. "Lá fora (no exterior) ninguém quer comprar impostos, e sim produtos. Como fica a situação das indústrias com mais impostos a pagar do que os já vigentes?".

"A única solução é a renúnica, ou impeachment da presidente Dilma Rousseff", dispara o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (CDL), Célio Fernandes. Ele diz que o setor empresarial vai resistir com força a todo movimento do governo que va  ao encontro do pleno desenvolvimento do setor. "Quem acaba sofrendo é a população, já que com o menor poder de compra, e encarecimento dos produtos por causa da inflação e taxas elavadíssimas de impostos, todos têm de pagar mais". Mas, para Fernandes, ninguém está disposto a pagar a conta ou confiar em um governo que está mentindo para o país. 

Para o vice-presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio/MT), Hermes Martins, as projeções são de mais quedas no segmento. "Pior do que a situação que já estamos passando, acredito que não tem como ficar. Já estamos esgotados com esta situação do país". 

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira Gonçalves Neto, diz que o momento ainda é de expectativa quanto ao que será decidido pelo Congresso, já que as medidas que afetam o setor, que são referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) ainda ão foram definidos."Se o desdobramento for tirar os recursos de uma fonte para buscá-lo em outra, então entendo que não vai abalar o setor. Vamos continuar esperando os desdobramentos".

O presidente Nacional da Força Sindical, Miguel Torres, divulgou nota à imprensa dizendo que o pacote anunciado pela equipe econômica é uma clara demonstração de que o governo continua se curvando aos bancos e aos especuladores, e virando as costas para os trabalhadores. "Não podemos nos calar diante deste pacote que, de forma nefasta, transfere os erros econômicos cometidos pelo atual governo para que sejam pagos pela classe trabalhadora". Ele disse ainda que o governo fez a opção errada de política econômica, e que os trabalhadores, não estão dispostos a pagar esta conta. "A Força Sindical irá apoiar, de forma democrática, toda manifestação que venha a ocorrer como forma de garantir os direitos dos servidores públicos".

Medidas - Entre as principais medidas, estão o adiamento do reajuste dos servidores, com intenção de economizar R$ 7 bilhões. Suspensão de concursos, gerando uma economia de R$ 1,5 bilhão. Eliminação do abono de permanêcia, expectativa de economizar R$ 1,2 bilhão. Garantia de implementação do teto remuneratório do serviço público, enconomizando R$ 800 milhões. Redução do gasto com custeio administrativo, R$2 bilhões. Redução de R$ 4,8 bilhões com a mudança de fonte do PAC e PMCMV. E mais R$3,8 bilhões com mudança de fonte do PAC - excluindo o PMCMV. Também reduzindo R$ 3,8 bilhões com o cumprimento do gasto constitucional com saúde. E mais R$ 1,1 bilhão com revisão da estimativa de gastos com subvenção agrícola por meio de política de preços mínimos.

Jornal A Gazeta
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