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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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06-07-2010 | 10:41
Construções verdes conquistam o mundo
Apesar do inestimável desenvolvimento tecnológico experimentado no milênio passado, a era também foi marcada por desastres ecológicos imensuráveis,

 

Apesar do inestimável desenvolvimento tecnológico experimentado no milênio passado, a era também foi marcada por desastres ecológicos imensuráveis, impostos pela necessidade de crescimento e produção da civilização moderna.

Neste século XXI, portanto, o desafio da humanidade é utilizar toda esta tecnologia em prol dos esforços para se combater os impactos negativos produzidos à natureza. O termo sustentabilidade está em alta e já influencia a arquitetura contemporânea, como pôde ser observado nas últimas edições dos eventos mais importantes do setor no País e no mundo.

Em abril deste ano, por exemplo, quem foi conferir as novidades da Feira de Milão voltou impressionado com o investimento em pesquisas na área: "É notável o empenho que se emprega no desenvolvimento e utilização de materiais sustentáveis", destaca a arquiteta Isve Campos, que esteve na feira italiana.

Dentro desse foco, insere-se o conceito de construções verdes e sustentáveis, conhecidas como "green buildings", que surgiram nos Estados Unidos, espalharam-se por Europa e Ásia e agora ganham força no Brasil, que já possui 16 edifícios certificados como construções sustentáveis, 13 deles em São Paulo.

Com a sustentabilidade, a preocupação com os resíduos gerados, as emissões de CO2 e a economia de água e energia ganharam destaque na pauta de discussões das construtoras.

O setor da construção civil é um dos que mais consomem matéria-prima e acaba sendo responsável por boa parte do uso de água e energia, bem como pela geração de resíduos provenientes de construções e demolições, totalizando milhões de toneladas anualmente.

As soluções sustentáveis, como o uso racional da água, o controle das emissões de CO2 e a economia de energia, fazem bem para a imagem e o bolso da empresa. Os índices Dow Jones de Sustentabilidade (Dow Jones Sustainability Indexes) mostram que as empresas com responsabilidade ambiental estão se diferenciando no mercado de ações e se beneficiando por serem conhecidas pelas suas preocupações ambientais.

O conceito de sustentabilidade está relacionado com a integração de três aspectos distintos: ambiental, econômico e social. Quando o termo é aplicado na construção civil, ele deve estar presente desde o início, ainda na elaboração do projeto, e acompanhar todo o funcionamento do empreendimento. Assim, não só os arquitetos, projetistas e engenheiros devem estar familiarizados com o tema e cientes da sua necessidade e aplicabilidade, mas também os consumidores, na medida em que fazem um investimento inicial maior, porém com um baixo custo de funcionamento e um retorno ambiental garantido a longo prazo.

A construção sustentável não é apenas sinônimo de tecnologia de ponta e de alto custo, como o conceito ZEB (Zero Energy Building), no qual o prédio gera a energia que consome. Mas, também, de atendimento a pequenos detalhes que fazem a diferença ao diminuírem o desperdício e, ainda, potencializarem o desempenho dos recursos empregados. O reaproveitamento da água doméstica e a utilização das águas pluviais para a irrigação do paisagismo e para o abastecimento das bacias sanitárias são exemplos de soluções sustentáveis.

Em outubro de 2008, foi assinado, em São Paulo, o Protocolo da Construção Civil Sustentável. Trata-se de uma cooperação firmada entre Estado, FIESP e alguns sindicatos e associações de São Paulo, tendo como objetivo a consolidação do conceito de desenvolvimento sustentável na construção civil. As partes que aderiram ao protocolo se comprometeram a orientar os empreendedores a cumprirem a legislação ambiental e a introduzirem critérios sócio-ambientais em suas atividades, visando minimizar os impactos ao meio ambiente.

A adesão das empresas ao protocolo é voluntária e as práticas sustentáveis devem ser priorizadas em cinco pontos: projeto e desempenho, insumos, resíduos, desenvolvimento urbano e relacionamento.

No quesito projeto e desempenho, deve ser considerado o uso racional dos recursos naturais na concepção dos empreendimentos. Dessa forma, é possível construir de modo a utilizar a iluminação e a ventilação natural, bem como usar fontes de energia renováveis, garantindo eficiência energética. Quanto aos insumos, deve-se priorizar a madeira de reflorestamento e a utilização de produtos (areia e brita) de empresas licenciadas. No tópico resíduo, é mencionada a Resolução CONAMA 307/02, a qual estabelece critérios para essa gestão na construção civil. Assim, os resíduos de demolições e das fases da obra devem ser encaminhados para beneficiadores licenciados. Por fim, os quesitos desenvolvimento urbano e relacionamento dizem respeito ao parcelamento do solo, minimizando-se a supressão de vegetação nativa, e à adoção de uma postura pró-ativa na conscientização ambiental e divulgação do protocolo.

As construções sustentáveis, ou Green Building, como são chamadas em âmbito internacional, podem receber certificações, como a realizada pelo USGBC (United States Green Building Council) baseada nas normas do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e com isso atestar compromisso ambiental.

Tais certificações são disseminadas no mercado nacional através do GBC Brasil, o qual pretende propor ao USGBC uma adaptação das normas LEED à realidade brasileira.

Em outubro de 2008, um edifício no Rio de Janeiro recebeu a certificação LEED da USGBC e representou um marco para o mercado imobiliário. O impacto ambiental da construção foi minimizado a partir da instalação de vidros isotérmicos, controle de ar-condicionado individual, tratamento do ar exterior por filtragem, descontaminação do solo, vagas especiais para veículos de baixa emissão de gases etc. Como pode se perceber, essas novas referências do setor são uma excelente forma de construir em busca de um futuro mais saudável. (Fonte: Jornal do Commércio e site http://www.neomondo.org.br)

 

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