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Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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19-02-2019 | 09:41
Construção civil: cresce o otimismo das empresas
De acordo com a Sondagem da Construção Civil, divulgada pela Federação das Indústrias (Fiemt), a utilização da capacidade operacional se manteve em 53% no último mês de 2018, igual a novembro.

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Empresários da construção civil em Mato Grosso mantêm otimismo com a atividade. De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a expectativa para os próximos 6 meses cresceu 15 pontos em relação a outubro de 2018, passando de 49 para 64 pontos. O resultado segue curva crescente desde novembro, após as eleições, e é a perspectiva mais positiva desde janeiro de 2018, quando o índice chegou a 59 pontos. Falta de capital de giro, elevada carga tributária e inadimplência dos clientes são os fatores que mais desanimam o setor.

De acordo com a Sondagem da Construção Civil, divulgada pela Federação das Indústrias (Fiemt), a utilização da capacidade operacional se manteve em 53% no último mês de 2018, igual a novembro. No período, as pequenas empresas conseguiram reduzir a distância do desempenho em relação às médias e de grande porte, chegando a utilização de 41% contra 57%, respectivamente. A contratação de funcionários se manteve estável nas médias e grandes empresas, com a marca de 44 pontos em ambos os períodos.

As pequenas já apresentam resultado mais satisfatório, saindo de 30 pontos em dezembro de 2017 para 50 em 2018. Situação como a do empresário Leonardo Fernandes, que emprega cerca de 40 pessoas. No ano passado, ele ampliou o quadro em 20% e espera manter o ritmo. “Temos previsão de contratar mais porque a economia está dando sinais de crescimento. Mas, precisamos fechar mais contratos e começar novas obras”. Fernandes tem perspectivas positivas porque o mercado está mais aquecido e devido ao aumento na demanda pelo serviço da empresa.

Segundo ele, o país ainda precisa avançar, principalmente, com relação à redução da burocracia. “O tempo de aprovação de um projeto é praticamente o mesmo de execução. Dependendo do porte da obra chega a 1 ano. Isso precisa melhorar muito porque os órgãos de controle e fiscalização são burocráticos e travam o processo de construção”.

Gustavo de Oliveira, presidente da Fiemt, avalia que o setor ainda enfrenta dificuldades. A falta de capital de giro e a elevada carga tributária são apontados como os principais. “Temos alta carga na compra dos insumos para indústria da construção, que recolhe, principalmente, ICMS. E como ela é uma indústria prestadora de serviços, utiliza pouco esses créditos. Cremos que a reforma tributária nacional precisa contemplar esse gargalo”. 

Karina Arruda, A Gazeta
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